Movido por fatores econômicos, sociais e tecnológicos, o mundo corporativo vive hoje uma configuração inédita: profissionais pertencentes a diferentes gerações compartilham um ambiente em constante mudança, o que gera modificações para quaisquer áreas. Desde 1946, muitos costumes foram impactados pela era do nascimento das pessoas e do contexto local. Foram grandes momentos: Baby Boomers, Geração X, Geração Y, também chamados de “Millenials” ou os “nativos digitais” e, por último, a geração Z ou “Pós – Millenials”.  

É importante dizer que as gerações não se determinam apenas por datas de nascimento, mas sim por comportamentos e características atribuídas a certas pessoas de determinado período em consequência de uma série de movimentos, como o tempo biográfico e o período histórico, os quais se alteram continuamente.  

Mas em que isso, de fato, reflete nas transformações do mercado de saúde?  

É muito simples: ao passo que as companhias voltadas ao mercado de saúde passam a ser gerenciados enquanto empresas complexas, tendo a globalização e o avanço tecnológico como principal motivo, os problemas de tais organizações tornam-se igualmente desafiadores. Tem-se uma competitividade e luta por redução de custos, o que gera uma urgência por profissionais capacitados e motivados para tal.  

Como dito, os profissionais passam por uma mescla geracional, o que pode gerar conflitos.  Em 2020, a pirâmide etária brasileira (perfil demográfico) continuou apresentando uma redução na sua base e uma condensação maior na faixa do meio da estrutura, ou seja, nas idades intermediárias. Em 2030, estima-se que haja um crescimento de 17,7 milhões para 30,9 milhões, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), podendo resultar em novos panoramas e alternativas para a oferta de serviços com mais qualidade.  

Ao mesmo tempo, as complicações crônicas como diabetes, cardiopatias, as alterações por ansiedade ou saúde mental, casos oncológicos e reumatológicos, entre outros, aumentarão significativamente. O entendimento das melhores práticas locais e/ou globais serão a melhor solução para a sustentabilidade financeira do setor clínico e assistencial.  

Por um lado, temos o melhor gerenciamento das doenças crônicas, tendo como resultado o envelhecimento da população, fazendo com que precisemos urgentemente originar novos modelos assistenciais, os quais garantam a centralização do paciente em cuidado e, com isso, o desenvolvimento econômico e financeiro.  

Por outro, temos os jovens que apresentam uma tendência menos envolvente com o sistema de saúde, o que reflete em atendimentos mais transitórios e sem a obrigação de vínculos duradouros com o prestador de serviço. Essa geração requer uma assistência focada na experiência e qualidade do atendimento, muitas vezes fora do âmbito hospitalar e na unificação do cuidado para saúde e bem-estar. Portanto, o confronto das gerações oscila o mercado para uma disrupção do ecossistema. 

A repercussão disso tudo está no entendimento dos custos e do valor percebido, bem como na distribuição dos grupos etários e na identificação e permanência das tecnologias para o setor.  

O desfecho mostrará um caminho voltado a centralização do cuidado ao paciente, entendendo-o como pessoa, como consumidor e não mais como apenas um doente. Estabelecendo pilares para a credibilidade do atendimento e qualidade, além da entrega da tão sonhada personalização, por meio da compreensão do que é relevante ao usuário, teremos a área da saúde não mais sendo tratada enquanto um “produto qualquer”.  

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Livia Corrêa - Consultora Sênior da Michael Page

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