O setor de saúde é o 8° maior mercado no mundo e quando focamos em segmentos potenciais, a Indústria Farmacêutica é direcionada como o 5° mais expressivo negócio, sendo acompanhada pela divisão Prestadora de Assistência aos pacientes e beneficiários. Hoje temos em torno de 211 milhões de habitantes no Brasil e alguns potenciais fatores que nos proporcionam uma visão de crescimento e profissionalização, são: envelhecimento da população; fragmentação do setor; média de leitos por hospitais menor do que a população realmente necessita; inovação e uma onda crescente de tecnologia, como o avançado da Telemedicina; além de um estudo sólido voltado a orçamento x demanda. Com isso nos faz pensar e concretizar que é um mercado em franco crescimento e com muita possibilidade de investimento.


Falando em investimento, não é segredo que desde 2018, há um aquecimento nas incorporações e fusões pelo plano de expansão dos grandes grupos de saúde. O que proporcionou e ainda proporciona, uma valorização dos profissionais de saúde e uma maior profissionalização do setor em si. Com a descoberta da COVID-19, a busca acelerada por profissionais dirigiu-se para a cadeia de suporte à gestão. Muitas contratações tornaram-se essenciais para a equipe assistencial, como: enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina (presencial ou para teleatendimento), saúde ocupacional, entre outros e uma otimização da cadeia de suprimentos/compras. Com os custos altos e a grande demanda por insumos hospitalares, proporcionou-se uma escassez no mercado de mat/med, levando a uma supervalorização e, com isso, a necessidade de ajustes orçamentários para todos os players de saúde. Alguns hospitais ainda estão em um momento muito delicado, visto que existe um acréscimo no custo por profissionais (quando falamos de EPI – equipamento de proteção individual), negociações especiais voltadas ao momento da Pandemia e uma redução dos procedimentos eletivos, um dos principais fatores de otimização da receita dentro da cadeira hospitalar. Quando desdobramos os acontecimentos acima e articulamos no âmbito de profissionais mais demandados, temos as seguintes posições: posições executivas para integração e superintendência hospitalar, além de formadores de opiniões para compor os Comitês. Isso, devido ao grande momento de verticalização e novas aquisições, o qual o profissional deve possuir habilidades para gerir o business e participar da unificação dos processos, fluxos e equipe, havendo a necessidade da expertise técnica para a construção da unidade. Nesse caso, são também demandados profissionais com expertise na operação e a gestão comercial, no intuito de formar uma tríade para prosseguir no desenvolvimento da companhia e para os formadores de opiniões, a composição nos Conselhos das empresas, a fim do direcionamento do negócio. Para as operadoras e seguradoras de saúde, evidenciou um menor índice de sinistralidade, justificado pelo baixo número de atendimentos realizados, podendo contrabalancear a receita bruta. Por outro lado, com os investimentos no setor, algumas empresas de pequeno e médio porte iniciaram a construção de novas unidades de serviços próprios. O que fortaleceu a busca por profissionais de média e alta gestão para o desenvolvimento de novas receitas, como, Oncologia e Odontologia, pensando na construção do zero das linhas de especialidades e com viés relacional forte com área comercial e regulatória.


Outro segmento que passou por adversidades foi o de Imagem e Análises Clínicas. Muitos procedimentos não foram realizados e com isso a receita foi restrita nos momentos da paralização total. Por outro lado, constatou-se o aumento das solicitações dos exames nos primeiros meses de 2021. O que fez com que muitas empresas, dispensassem um grande esforço para abertura de novas unidades e/ou flexibilizações de horários para o atendimento do serviço reprimido. Segundo especialistas técnicos do setor, com o não diagnóstico das doenças específicas e o não acompanhamento das comorbidades, ainda se estima o aumento das complicações, podendo gerar um maior número de internações e procedimentos emergenciais, além de ter, possivelmente, um desfecho desfavorável para pacientes com algumas enfermidades. Falando sobre os profissionais mais demandados nesse segmento, o foco está direcionado a experiência do paciente ou jornada do cliente, há uma movimentação por áreas inteligentes (dados e informações) e novos negócios, o que se relaciona pela inclusão tecnológica no mercado e alto nível de investimento, falado anteriormente. Então, os profissionais de novos negócios, com habilidades analíticas para avaliação de NPS, maior rentabilidade, interface facilitada na comunicação com todos os interlocutores (paciente, equipe multidisciplinar, comercial e marketing, principalmente) e uso de metodologias e ferramentas específicas, estão sendo bem requisitados, além dos profissionais técnicos para especialidades como a genética e reprodução humana/fertilidade. Garantindo a eficiência operacional, otimizando a experiência do paciente e a redução de custo, está também ligado ao surgimento das healthtech. Healthtech‘s apresentam um perfil acelerado, devido ao investimento x resultado a curto prazo e os profissionais precisam ter o mesmo foco, o que muitas vezes, os fazem escassos no mercado. Há ainda uma onda de adaptação ao modo de trabalho (presencial, remoto ou para uma forma de contratação diferenciada) além do perfil comportamental esperado do profissional, que é muito diferente das empresas “tradicionais”. 


Voltando ao mercado farmacêutico, usufruímos de um aquecimento por posições voltadas a monitoria clínica, gestão operacional para serviços de pesquisa clínica, além dos especialistas em assuntos regulatórios devido a Pandemia. Além de uma demanda crescente por gerentes de marketing de produto, inteligência de mercado, vendas técnicas e MSL, o qual irão garantir o sucesso do lançamento do produto no mercado, principalmente para as linhas de maior tendência, como: Oncologia, Cardiologia, Doenças Raras, Anestesiologia e Saúde Mental. Esse aquecimento, está fortemente relacionado pelo movimento acelerado de novos entrantes dentro do país, o que também reflete na divisão de dispositivos médicos, que apresenta uma diversidade de mecanismos tornando uma complexa prática regulatória, sendo o profissional mais procurado nos últimos meses. E, dessa forma, os líderes executivos e/ou head de BU (Business Unit), Gerentes de marketing com vivência LATAM e executivos para força de vendas, estão entre as cadeiras mais requisitadas. Há também um desdobramento para a valorização do canal público, por isso a busca por profissionais com expertise em compliance, licitações e ações governamentais, vem crescendo nos últimos meses. Os pontos principais para o crescimento são: integração da inteligência, conectando clientes, pacientes e consumidores, oferta de serviços que irão além do dispositivo e investimento de uma tecnologia habilitadora (modelos de negócios personalizados por segmento). 

E para ter maiores informações sobre médias salariais e os cargos mais buscamos dentro da divisão de Healthcare do PageGroup, não deixe de consultar nosso Estudo de Remuneração (2021).
 

Escrito por Livia Correa

Sênior Consultant

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